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Fujifilm transforma bairro de Nova York em festival de fotografia. O objetivo vai além de vender câmeras

há 2 horas
3 min de leitura

Com exposições, oficinas e avaliações de portfólio, o FUJIKINA mostra como as marcas estão buscando novas formas de se conectar com fotógrafos



A Fujifilm decidiu transformar parte de Nova York em um circuito dedicado à fotografia.

De 16 a 18 de outubro, o FUJIKINA NYC 2026 ocupa oito espaços no Lower East Side, com exposições, caminhadas fotográficas, oficinas, conversas com artistas e experiências práticas.


O International Center of Photography está entre as instituições participantes. A programação também reúne organizações como Magnum Photos, World Press Photo e FotoFest.




Um dos destaques é uma sessão de avaliação de portfólios organizada pelo FotoFest. São 50 fotógrafos selecionados para conversar individualmente com 25 especialistas convidados. As vagas estão esgotadas.


Enquanto parte do público experimenta câmeras e equipamentos, outros participantes discutem seus projetos, aprendem técnicas ou simplesmente encontram pessoas que compartilham o interesse pela fotografia.


O FUJIKINA não é uma iniciativa isolada. Criado no Japão em 2017, o festival ganhou dimensão internacional e já passou por cidades como Barcelona, Londres e Colônia. Somente em 2026, a Fujifilm levou o formato a diferentes cidades europeias, incluindo Copenhague, Varsóvia, Arles e Paris, antes de retornar a Nova York. A continuidade do projeto indica uma aposta da fabricante em experiências presenciais e relacionamento com a comunidade fotográfica.


O que está mudando nos eventos?


A Fujifilm não é a única empresa explorando esse caminho.



Em 2025, a B&H realizou em Nova York a Bild Expo, reunindo fabricantes, fotógrafos e criadores numa programação com palestras, caminhadas fotográficas, atividades práticas e avaliações de portfólio.


No Brasil, a Fotto também vem apostando nos encontros presenciais como estratégia de aproximação com o mercado. Em 2026, a plataforma realizou workshops gratuitos em diversas cidades, reunindo fotógrafos e especialistas para discutir técnica, precificação,

tecnologia, vendas e negócios.


Evento da Fotto em Salvador em 2026
Evento da Fotto em Salvador em 2026

A iniciativa mostra que esse tipo de experiência não depende necessariamente de grandes feiras ou fabricantes internacionais. Ao circular pelo país com uma programação voltada aos desafios reais dos fotógrafos, a Fotto também fortalece sua comunidade e seu relacionamento com o mercado. Leia mais sobre os encontros da Fotto pelo Brasil.


Os formatos são diferentes, mas existe algo em comum: as marcas estão oferecendo motivos para participar que vão além de conhecer produtos e ferramentas.


Os formatos são diferentes, mas existe algo em comum: as marcas estão oferecendo motivos para participar que vão além de conhecer novos equipamentos.


É um movimento interessante num mercado em que demonstrações técnicas, tutoriais e informações sobre produtos estão disponíveis a qualquer momento na internet.

Uma caminhada fotográfica, uma conversa com um profissional experiente ou uma avaliação individual de portfólio oferecem experiências que não podem ser reproduzidas integralmente numa tela.


Isso não significa o fim das feiras tradicionais. Equipamentos continuam sendo apresentados e vendidos. O que muda é a quantidade de experiências construídas em torno deles.


Experiência também é estratégia comercial


É importante observar que essas iniciativas não são desinteressadas.



A Fujifilm fortalece sua presença cultural e seu relacionamento com fotógrafos. A B&H aproxima consumidores, fabricantes e profissionais de seu negócio.


Mas existe uma diferença entre criar experiências relevantes e apenas montar atrações para gerar fotografias e publicações nas redes.


Nos melhores casos, o participante leva algo além de uma lembrança do evento: conhecimento, contatos profissionais, novas referências ou uma perspectiva diferente sobre seu trabalho.


Para fotógrafos e pequenos negócios, há uma provocação importante. Talvez existam oportunidades em criar encontros, oficinas e experiências em parceria com marcas, lojas e instituições locais.


Sem precisar reproduzir a escala de um grande festival.


O FUJIKINA mostra que, mesmo num mercado cada vez mais tecnológico, ainda existe espaço para algo bastante simples: reunir pessoas em torno da fotografia.


E o seu trabalho, para onde está caminhando?


No Dia do Rumo, em 28 de outubro, vou realizar atendimentos individuais online para fotógrafos que desejam avaliar seu momento profissional, identificar possibilidades e organizar os próximos passos.


A orientação inclui o Mapa R.U.M.O., uma leitura individual do seu trabalho e dos seus desafios.

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