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Fujifilm amplia produção da Instax e sinaliza oportunidades para a fotografia no papel

há 8 horas
2 min de leitura

Investimento acompanha o crescimento da linha e chama atenção para serviços que conectam impressão, eventos e experiências de marca



A Fujifilm anunciou em 20 de outubro um investimento de 3 bilhões de ienes na fábrica de Ashigara, no Japão, para ampliar a produção de filmes Instax. As novas instalações entrarão em operação por etapas a partir de 2027, com funcionamento completo previsto para 2028.


A expansão elevará a capacidade de produção em aproximadamente 20% sobre o exercício fiscal de 2026. Segundo a empresa, as vendas da linha Instax chegaram a 200 bilhões de ienes no exercício de 2025, o quinto recorde anual consecutivo.


O comunicado também aponta a ampliação do uso da fotografia instantânea em eventos, lojas, espaços de entretenimento e comunidades de fãs. Uma das ferramentas citadas é o Instax Biz, que permite oferecer impressões personalizadas em ações de empresas e organizadores de eventos.



Onde entram os fotógrafos e os negócios de impressão


Para o fotógrafo, esse movimento sugere possibilidades de combinar produção da imagem e entrega física: retratos impressos durante eventos, lembranças para convidados e ações fotográficas contratadas por marcas. Nesses casos, a contratação pode incluir atendimento, personalização e operação da experiência, além das fotografias.


O papel tem uma função concreta nessa oferta. O participante recebe um objeto que pode levar para casa, presentear ou expor. A escolha da imagem, o formato, o acabamento e a apresentação ajudam a definir o que está sendo vendido e quanto o cliente aceita pagar.


Para laboratórios e empreendedores de impressão, as possibilidades incluem parcerias com fotógrafos, fornecimento para eventos e produtos que reúnam seleção de imagens, impressão e montagem. São caminhos a testar conforme o público e a estrutura de cada negócio.


O crescimento da Instax, porém, não comprova uma expansão equivalente de todo o mercado de fotografia impressa. Também não garante rentabilidade para quem oferecer esses serviços. É preciso calcular consumíveis, equipe, tempo de produção, perdas e entrega antes de estabelecer o preço.


A notícia oferece um motivo para revisar o próprio catálogo: entre os clientes já atendidos, existe demanda por fotografias físicas que ainda não aparece nas propostas?


Da possibilidade à oferta


Identificar serviços complementares e avaliar como oferecê-los faz parte do trabalho do Mapa R.U.M.O.


No dia 28 de outubro, o Dia do R.U.M.O. terá atendimentos individuais online, com hora marcada, para analisar seu trabalho, suas ofertas e suas próximas decisões. O atendimento inclui uma hora de conversa, relatório e seis meses de acesso ao Essencial.

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