A Fujifilm abriu uma “casa da fotografia” na Índia. E o Brasil?
- há 3 horas
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Nova unidade em Mumbai reúne loja, estúdio, galeria, impressão, workshops e comunidade. Talvez o mais interessante não seja o espaço, mas o que ele diz sobre como vender fotografia hoje.

A Fujifilm inaugurou em Mumbai a primeira FUJIFILM House of Photography da Índia.
É a 11ª unidade do conceito no mundo. Chamar de loja, porém, explica pouco.
O espaço de dois andares reúne câmeras X Series e GFX, Instax, impressão, galeria, estúdio para creators, workshops, demonstrações e encontros da comunidade fotográfica.
No térreo, a experiência gira em torno dos produtos. No andar superior, fotografia vira atividade: aprender, produzir, imprimir, expor e encontrar outras pessoas.
É justamente aí que o caso fica interessante.
A Fujifilm não está apenas tentando vender mais câmeras. Está criando um lugar onde diferentes partes do seu negócio conseguem conviver: equipamento, fotografia instantânea, impressão, educação, criação de conteúdo e comunidade.
Em outras palavras, o produto continua importante. Mas ele passa a fazer parte de uma experiência maior.

E por que isso chama atenção olhando do Brasil?
Porque temos um mercado fotográfico respeitável, eventos, escolas, profissionais, creators, lojas e comunidades. Ainda assim, é difícil encontrar por aqui uma iniciativa de fabricante com essa combinação de varejo, experiência, produção, formação e convivência em um endereço permanente.
Mumbai ganhou a primeira House of Photography da Índia.
Fica a provocação: quando veremos algo parecido no Brasil? Não precisa ser necessariamente uma Fujifilm House of Photography. A questão maior é outra.
Enquanto boa parte do mercado ainda discute como vender produto, algumas empresas estão desenhando lugares e experiências para fazer as pessoas quererem participar do universo da marca.
E talvez exista uma lição aí também para negócios muito menores.
Um fotógrafo não precisa construir um prédio de dois andares. Mas pode pensar além da sessão, do pacote ou da entrega: comunidade, experiência, recorrência, produtos, encontros, educação, impressão, parceria.
A escala muda. A lógica nem tanto.
É justamente esse tipo de pergunta que trabalhamos no Mapa R.U.M.O.: olhar para o negócio que você já tem e descobrir o que pode existir em volta dele, além do serviço que você vende hoje.



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