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As fotos que a Artemis II tirou do lado oculto da Lua (e o que cada uma revela)

  • 7 de abr.
  • 3 min de leitura

Em 6 de abril, quatro astronautas passaram sete horas fotografando ângulos da Lua que nenhum ser humano tinha visto de perto antes. A NASA começou a divulgar as imagens nesta terça-feira.

A Terra se pondo... capturado pela janela da espaçonave Orion às 18h41 EDT, 6 de abril de 2026, durante a passagem da tripulação Artemis II pela Lua. Uma Terra azul suave com nuvens brancas brilhantes se põe atrás da superfície lunar craterizada.' | Crédito: NASA
A Terra se pondo... capturado pela janela da espaçonave Orion às 18h41 EDT, 6 de abril de 2026, durante a passagem da tripulação Artemis II pela Lua. Uma Terra azul suave com nuvens brancas brilhantes se põe atrás da superfície lunar craterizada.' | Crédito: NASA


Quatro astronautas passaram sete horas fotografando a Lua de ângulos que nenhum ser humano tinha visto de perto antes. As imagens, divulgadas pela NASA nesta terça-feira, são o principal registro visual da missão Artemis II, que na segunda-feira quebrou o recorde de distância máxima percorrida por humanos, a 400.155 km da Terra.

O comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, a especialista de missão Christina Koch e o astronauta canadense Jeremy Hansen se revezaram nas janelas da cápsula Orion no dia 6 de abril, câmeras na mão, enquanto a nave orbitava a Lua a 6.550 km de sua superfície.



O lado que nunca vemos

A face da Lua voltada para a Terra é reconhecível pelas manchas escuras de lava solidificada. O lado oposto, o far side, nunca fica visível daqui porque a Lua gira no mesmo ritmo em que orbita o planeta. A Artemis II foi a primeira missão tripulada a ver de perto a Bacia Orientale, uma cratera de quase 970 km de diâmetro que fica exatamente na fronteira entre os dois lados.


As imagens do far side mostram uma superfície mais craterizada e uniforme, sem as grandes planícies de lava do lado visível. A luz rasante na região do terminador, a fronteira entre o dia e a noite lunar, cria sombras que revelam a topografia com uma nitidez impossível sob iluminação direta. As crateras Jule, Birkhoff e Stebbins aparecem com clareza nessas fotos.


A Terra se pondo

Em 1968, o astronauta Bill Anders fotografou a Terra nascendo sobre o horizonte lunar durante a Apollo 8. Quase 60 anos depois, a tripulação da Artemis II produziu a imagem inversa: o Earthset, a Terra se pondo além da Lua.



A foto foi tirada às 18h41 EDT do dia 6 de abril e foi a primeira imagem pública enviada do far side da Lua pela missão, divulgada primeiro pela Casa Branca nas redes sociais. Nela, a Terra mergulha atrás de um horizonte cheio de crateras; no primeiro plano, a cratera Ohm, com bordas em terraços e picos centrais. No lado iluminado do planeta, nuvens em espiral sobre a Austrália e a Oceania.


Nos 40 minutos seguintes, a tripulação registrou a Terra já reduzida a um fino crescente luminoso e, antes disso, a 36 minutos do Earthset, capturou a Terra e a superfície lunar no mesmo enquadramento, com a Bacia Orientale ao fundo.


54 minutos de eclipse

Na Terra, um eclipse solar total dura no máximo alguns minutos. Para a Artemis II, a geometria era diferente: tão próxima da Lua, a cápsula ficou 54 minutos dentro da sombra projetada pelo satélite, a totalidade mais longa já observada por seres humanos.



Com o Sol encoberto, a coroa solar, a camada externa da atmosfera da estrela normalmente invisível pela intensidade da luz, apareceu como um halo ao redor do disco escuro da Lua. Vênus ficou visível a olho nu. A tripulação usou óculos de proteção solar, os mesmos distribuídos pela NASA nos eclipses de 2023 e 2024 nos Estados Unidos, a primeira vez que esse equipamento foi usado na órbita da Lua.


As câmeras

A missão voou com dois sistemas principais: uma Nikon D5 de 20 megapixels, DSLR de 2016 escolhida por sua confiabilidade e desempenho em ISO alto, e uma Nikon Z9 de 45 megapixels, incluída no manifesto de carga a pedido da própria tripulação. A lente mais usada foi a Nikkor 80-400mm, operada em modo manual, segurada pelos astronautas pelas janelas da Orion enquanto a cápsula orbitava.



A D5 registrou o Earthset e as imagens do eclipse com Vênus. A Z9 ficou posicionada na janela 1 durante a totalidade, capturando a coroa solar em alta resolução.

A tripulação está em rota de volta para a Terra. A amerissagem está prevista para o Oceano Pacífico na sexta-feira, dia 10 de abril.



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Em abril estou abrindo uma agenda restrita de Leitura R.U.M.O. com conversa individual. Se estiver num momento de ajuste ou dúvida, vale olhar com calma: Leitura estratégica para fotógrafos: como tomar decisões com precisão no negócio

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