Fotografia esportiva brasileira conquista espaço e prêmios no cenário internacional
- Leo Saldanha
- há 26 minutos
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De bastidores do tênis mundial a arquibancadas do futebol e arenas olímpicas, fotógrafos brasileiros ganham reconhecimento em uma das premiações mais relevantes da imagem esportiva.

Enquanto grandes eventos esportivos concentram a atenção do público nas quadras, pistas e campos, um movimento silencioso vem ganhando força nos bastidores. Nos últimos meses, fotógrafos brasileiros passaram a ocupar espaços raros no circuito internacional e a conquistar reconhecimento em uma das mais importantes premiações da fotografia esportiva mundial.
No Australian Open, um desses nomes é Felipe Figueiredo. Aos 37 anos, ele se consolidou como o único fotógrafo do Brasil a acompanhar de forma contínua os principais torneios do tênis internacional, circulando por áreas restritas e produzindo narrativas visuais focadas nos bastidores do circuito. Jornalista de formação, Felipe construiu carreira na moda e na publicidade antes de migrar para o esporte, em um movimento recente e acelerado que começou a se desenhar em 2024, durante os Jogos Olímpicos de Paris.
A virada aconteceu meses depois, no US Open, quando um vídeo produzido por ele viralizou ao acompanhar o jovem tenista João Fonseca. A repercussão abriu portas para parcerias com marcas e para atuações em torneios como Indian Wells e Miami Open, além de trabalhos com atletas do topo do circuito, como Aryna Sabalenka e Jannik Sinner.
Se esse tipo de reflexão faz sentido para você, o Mapa R.U.M.O. 2026 aprofunda exatamente esse ponto em um encontro fechado, com método e leitura de cenário.
O reconhecimento internacional também veio do futebol. Uma imagem registrada por Luís Amaral, fotógrafo do Atlético Mineiro, venceu o World Sports Photography Awards de 2026, considerado o “Oscar” da fotografia esportiva. A foto, feita na Arena MRV durante uma partida do Brasileirão, retrata a comemoração de um gol vivida por pai e filho nas arquibancadas, sintetizando a transmissão geracional da paixão pelo clube.
Selecionado entre mais de 23 mil imagens enviadas por fotógrafos de todo o mundo, Amaral destacou que o reconhecimento é coletivo e reflete o apoio recebido para estar no lugar certo, no momento certo. Natural de Juatuba, em Minas Gerais, ele se tornou o representante brasileiro vencedor da edição.
Outro brasileiro premiado foi Abelardo Mendes Jr., jornalista brasiliense que conquistou a medalha de ouro na categoria esportes de raquete, também no World Sports Photography Awards. A imagem vencedora registra a mesatenista Kim Nayeong durante o World Table Tennis Star Contender de Foz do Iguaçu, em 2025.
Funcionário do Senado Federal e jornalista formado pela Universidade de Brasília, Abelardo já cobriu eventos como o Pan do Rio-2007 e os Jogos Olímpicos de Paris-2024. Segundo ele, a experiência olímpica foi determinante para sua decisão de aprofundar a atuação na fotografia esportiva. A premiação, afirma, representa uma mudança de patamar profissional.
Criado em 2020, o World Sports Photography Awards reúne imagens de mais de 20 modalidades esportivas e é julgado por um painel internacional formado por profissionais do esporte, da mídia, da fotografia e de grandes marcas. O volume e a diversidade das imagens reforçam o peso do reconhecimento conquistado pelos fotógrafos brasileiros nesta edição.
📌 Leitura estratégica
Os três casos apontam para um mesmo movimento: a fotografia esportiva brasileira começa a ocupar espaços de relevância internacional não apenas pelo acesso, mas pela construção de narrativa, sensibilidade e leitura de contexto.
Essa capacidade de interpretar cenários, identificar oportunidades e transformar presença em valor é parte do que será discutido no Mapa R.U.M.O. 2026, encontro online que acontece na próxima quarta-feira, às 20h, com foco em fotografia, mercado e decisões estratégicas para o próximo ciclo profissional.