O fim da "diária de fotos"? Como as novas IAs do Google podem transformar seu negócio fotográfico
- há 7 horas
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O Gemini 3.1 chegou com ferramentas que criam músicas inéditas para seus ensaios e transformam fotos de celular em campanhas de estúdio. Entenda a ameaça – e a oportunidade de ouro.

Nesses 25 anos de mercado da fotografia, já vi de perto muita tecnologia prometer mudar tudo. Mas a movimentação que o Google Labs acabou de fazer merece nossa atenção redobrada.
Essa foi uma semana importante para a Inteligência Artificial. A nova versão do Gemini (3.1 Pro) não apenas superou os concorrentes em raciocínio, mas trouxe novidades pesadas para quem trabalha com a imagem. O ecossistema de IA do Google (que já integra ferramentas robustas como o Flow para edição avançada e o Veo para vídeos) deu um salto que afeta diretamente o nosso bolso e o nosso modelo de negócios.
Duas inovações específicas acabam de reescrever as regras do jogo:
1. Lyria: A Identidade Sonora do Seu Trabalho

O Gemini agora conta com o Lyria, o modelo de geração de áudio mais avançado do Google DeepMind. Na prática, você pode subir uma foto do seu último ensaio e pedir para a IA compor uma trilha sonora exclusiva baseada nas cores, no contraste e na emoção daquela imagem. Eu testei e fiquei impressionado.
A oportunidade: Retratistas, fotógrafos de família e criadores de vídeos podem parar de usar músicas de banco de dados e começar a entregar uma experiência sensorial completa (e livre de direitos autorais) para os clientes na entrega do portfólio.
Eu testei a novidade. aqui:
2. Pomelli Photoshoot: O "Estúdio Infinito"

Essa é a novidade que acende o alerta vermelho para alguns e abre portas gigantescas para outros. O Pomelli é uma ferramenta focada em e-commerce que pega uma simples foto de produto tirada com o celular e a insere em cenários com qualidade de estúdio e campanhas de lifestyle.
O impacto: Se o seu modelo de negócios depende de entregar volume barato de fotos em fundo branco, a tecnologia acabou de automatizar o seu trabalho.
A defesa: Pare de vender clicks, comece a vender "ativos em escala"
A grande virada de chave não é lutar contra o Pomelli ou o Lyria, mas usá-los como o seu próprio motor de escala. A IA faz o trabalho braçal, mas a direção de arte, a curadoria e a estratégia ainda são suas.
Em vez de vender "uma diária" para um cliente de e-commerce, você pode fazer as imagens base com técnica impecável e usar a IA para gerar dezenas de aplicações para a campanha do mês inteiro dele. Você passa a cobrar pela direção visual e pelo volume do pacote final, e não pelas horas de edição.
Saber apertar os botões do Gemini é fácil. O difícil é saber empacotar isso, criar a oferta certa, abordar o cliente e precificar esse novo formato híbrido sem desvalorizar a sua marca.

O próximo passo: Como aplicar isso na prática?
No blog, nós cobrimos as notícias. Dentro da nossa comunidade, nós desenhamos a estratégia para lucrar com elas.
Eu criei um Plano de Ação completo chamado "Estúdio Infinito", com o passo a passo, o fluxo de trabalho e o pitch de vendas exato para você oferecer esse novo serviço de Direção de Arte em Escala para os seus clientes de produtos.
Todo esse material, junto com os testes práticos de tela gravada e os prompts que utilizei, é exclusivo para os membros ativos da nossa comunidade.
⚠️ Aviso Importante: Na próxima quarta-feira, dia 25 de fevereiro, às 20h (no Google Meet), teremos a nossa Mentoria Coletiva Fotograf.IA+C.E.Foto exclusiva para membros. O tema será exatamente este: "Os perfis dos fotógrafos brasileiros em 2026 e como lidar com essa nova fase da IA na fotografia". Vamos destrinchar ao vivo como orquestrar essas novas tecnologias sem perder o olhar autoral. Se você entrar hoje, seu acesso para a mentoria de quarta já está garantido. Te vejo lá dentro!



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