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Momento Rumo: Ficar no meio agora custa caro

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

 Entre preço e valor, permanecer no meio deixou de ser uma estratégia estável.


Tem uma leitura que aparece rápido quando o mercado aperta. O cliente não quer pagar, tem gente cobrando menos, tudo parece mais difícil. A conclusão costuma vir quase automática: o problema é preço.


Só que essa leitura simplifica demais o que está acontecendo.


O que está em jogo não é só quanto se cobra, mas onde se está.


O mercado foi ficando mais claro nos extremos. De um lado, soluções mais rápidas, acessíveis, com menos fricção. Em muitos casos, suficientes. A tecnologia empurra isso com força.


Do outro, um espaço onde o valor não está apenas no resultado, mas na construção. Direção, leitura, contexto, experiência. Não é necessariamente exclusividade no sentido clássico, mas percepção de diferença.


O meio começa a perder sustentação.


Durante muito tempo, foi possível operar ali com algum equilíbrio. Ajustando preço, volume, público. Funcionava porque a pressão era menor e havia margem para negociação.


Hoje, essa margem diminuiu.


Quem está no meio sente isso de forma direta. Não consegue competir com quem está mais abaixo em preço e velocidade, e ao mesmo tempo não construiu um posicionamento suficientemente claro para ser percebido como algo de maior valor.


Quando essa diferença não aparece, o cliente simplifica.


E o critério mais simples continua sendo o preço.


É nesse ponto que a discussão costuma desviar.


Porque o preço vira o foco, quando na prática ele é consequência.


Seth Godin trabalha essa ideia ao tratar preço como percepção. Não é apenas o que é entregue, mas o significado atribuído àquilo. Dois trabalhos podem ser tecnicamente próximos e ocupar lugares completamente diferentes na decisão do cliente.


A diferença não está no arquivo.


Está no espaço que cada um ocupa.


E isso não se resolve ajustando número.


O ajuste de preço sem mudança de posicionamento tende a levar para baixo. Às vezes de forma lenta, às vezes mais rápida do que parece.


Existe, sim, um jogo possível no preço baixo. Mas ele não é improvisado. Exige volume, processo, eficiência, padronização. É um modelo. Não é um ajuste.


Da mesma forma, subir valor também não é discurso. Exige construção, consistência e direção.


Os dois caminhos existem.


O meio começa a deixar de existir como zona confortável.


E isso traz uma decisão que muita gente ainda tenta adiar.


Você vai construir valor e sustentar isso com consistência?


Ou vai descer para competir em preço, assumindo o modelo que isso exige?


Ficar no meio passa a cobrar um custo maior do que antes. Mais esforço, mais ajuste, menos margem.


Em algum momento, isso deixa de ser sustentável.


A pergunta não é quanto você vai cobrar no próximo trabalho.


É se o lugar onde você está hoje foi escolhido ou apenas mantido.


O Mapa R.U.M.O. organiza o que vem antes. Ter presença é manter constância, mas sabendo como aparecer e com qual frequência.

Em abril estou abrindo uma agenda restrita de Leitura R.U.M.O. com conversa individual. Se fizer sentido para o seu momento, os detalhes estão aqui: Leitura estratégica para fotógrafos: como tomar decisões com precisão no negócio

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