top of page

Disney testa no PhotoPass experiência que mistura fotografia e IA generativa

há 10 horas
2 min de leitura

Novo Magic Shot transforma visitantes em personagens da Haunted Mansion e mostra como captura fotográfica, processamento e imagem sintética começam a se misturar no mesmo produto.



A Disney está testando uma nova experiência no PhotoPass que chama atenção não apenas pelo resultado, mas pelo processo. Visitantes fotografados diante da Haunted Mansion, no Magic Kingdom, aparecem depois transformados em bustos de pedra inspirados na atração.


O teste foi apresentado a visitantes como um novo “Magic Shot PhotoPass”. As imagens preservam características como rosto, cabelo, óculos, roupas e expressão, mas reconstruídas visualmente como esculturas. A Disney ainda não detalhou oficialmente a tecnologia utilizada, embora o resultado aparente envolver IA generativa.



Da fotografia para outra imagem


O PhotoPass já trabalha há anos com intervenções digitais. Personagens, objetos e efeitos são acrescentados às fotografias feitas nos parques nos chamados Magic Shots.


O experimento da Haunted Mansion avança um pouco mais. Em vez de simplesmente colocar um elemento sobre a fotografia, o sistema aparentemente utiliza a pessoa fotografada como base para construir uma nova representação visual.


A diferença parece pequena, mas ajuda a entender uma transformação maior.


Existe uma captura real. Existe uma pessoa diante da câmera. Existe um fotógrafo e um momento específico. Só que o produto entregue já não precisa corresponder ao que aquela câmera registrou.


A fotografia passa a funcionar também como matéria-prima.



Um produto híbrido


Para quem trabalha com fotografia, talvez essa seja a parte mais interessante do teste.


Imagine esse mesmo raciocínio aplicado a parques, eventos, turismo, formaturas, ativações de marcas ou experiências familiares. O cliente não compraria necessariamente apenas uma fotografia daquele momento. Poderia receber uma imagem construída a partir dele.


Isso abre possibilidades comerciais, mas também novas perguntas.


Quanto da imagem ainda precisa ser fotografia? O cliente quer uma lembrança fiel ou uma experiência visual? Em que momento a intervenção precisa ser informada? E qual passa a ser o papel do fotógrafo quando captura e geração começam a fazer parte do mesmo processo?


As primeiras reações ao teste mostram que essas perguntas não são apenas teóricas. Houve visitantes que gostaram dos resultados e outros que criticaram o aparente uso de IA generativa, incluindo questionamentos sobre consentimento e tratamento das imagens.



A câmera continua ali. O produto mudou.


O caso da Disney chama atenção justamente porque não elimina a fotografia.


A pessoa ainda vai até um ponto do parque, encontra um fotógrafo, posa e é fotografada. A transformação acontece depois.


Real, híbrido e sintético começam a ocupar partes diferentes do mesmo processo de criação.


E talvez esteja aí uma das questões mais relevantes para quem vive da imagem hoje: não olhar para a IA apenas como uma ferramenta que gera fotografias sem câmera, mas também como algo capaz de mudar aquilo que pode ser criado a partir de uma fotografia real.


Fotografia Expandida


No conteúdo exclusivo Fotografia Expandida, exploro justamente esse novo território: imagens reais, híbridas e sintéticas, as tecnologias que começam a aproximar esses formatos e o que isso representa para produtos, serviços e oportunidades para fotógrafos.


Comentários


CONTATO

São Paulo, SP

  • Canal de Notícias no Insta
  • Telegram
  • logo-whatsapp-fundo-transparente-icon
  • Youtube
  • Preto Ícone Instagram
  • Preto Ícone Spotify
  • Preto Ícone Facebook

© 2026 - Leo Saldanha. 

bottom of page