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Criador do sensor CMOS recebe o “Nobel da Engenharia” em 2026

Eric R. Fossum, responsável pela tecnologia que revolucionou a fotografia digital, é premiado com o Charles Stark Draper Prize for Engineering.

2026 Draper Prize – Foto:Draper
2026 Draper Prize – Foto:Draper


 inventor do sensor CMOS de pixel ativo, tecnologia presente hoje em praticamente todas as câmeras digitais e smartphones, foi reconhecido com um dos prêmios mais importantes da engenharia mundial. Eric R. Fossum, PhD, recebeu o Charles Stark Draper Prize for Engineering de 2026, frequentemente chamado de “Nobel da Engenharia”.


A contribuição de Fossum é tão integrada ao cotidiano da fotografia que muitos profissionais sequer percebem sua origem. O sensor CMOS, especialmente em sua versão de pixel ativo, está no centro da fotografia digital contemporânea, permitindo câmeras menores, mais eficientes e com menor consumo de energia.



Segundo o National Inventors Hall of Fame, Fossum ingressou no NASA Jet Propulsion Laboratory em 1990, onde recebeu a missão de desenvolver um sensor de imagem mais resistente à radiação espacial, energeticamente eficiente e que possibilitasse a miniaturização dos equipamentos. O desafio acabou dando origem a uma das maiores rupturas tecnológicas da história da imagem.


Ao combinar a tecnologia de sensores ativos com a transferência de carga dentro do próprio pixel, Fossum viabilizou a criação de chips capazes de integrar amplificação, redução de ruído, conversão analógico-digital e processamento de imagem em um único circuito. Diferentemente dos sensores CCD, que dependiam de componentes externos, o CMOS permitiu uma arquitetura mais compacta e escalável.


Se esse tipo de reflexão faz sentido para você, o Mapa R.U.M.O. 2026 aprofunda exatamente esse ponto em um encontro fechado, com método e leitura de cenário.


A tecnologia foi patenteada em 1995 e hoje está presente em mais de 6 bilhões de câmeras em uso no mundo, segundo dados citados por instituições ligadas ao prêmio. Do smartphone no bolso às câmeras profissionais, a fotografia digital como conhecemos seria radicalmente diferente sem essa inovação.


Atualmente, Eric R. Fossum é professor sênior de Tecnologias Emergentes na Thayer School of Engineering, da Universidade Dartmouth, nos Estados Unidos, onde segue pesquisando novos avanços em sensores de imagem. Além do Draper Prize, ele já recebeu honrarias como o Queen Elizabeth Prize for Engineering, a Medalha Nacional de Tecnologia e Inovação dos EUA, um Emmy Técnico e a Medalha Edwin Land.


Mais do que um reconhecimento individual, o prêmio reforça a importância estrutural da engenharia invisível por trás da fotografia. Um lembrete de que, antes do clique, existe uma cadeia profunda de decisões tecnológicas que molda o futuro da imagem.


A história do sensor CMOS ajuda a entender como decisões técnicas feitas décadas atrás moldam silenciosamente o presente e o futuro da fotografia. Olhar para essas origens é também uma forma de antecipar os próximos movimentos do mercado.


Essa leitura de cenário, conectando tecnologia, fotografia e estratégia profissional, é o ponto central do Mapa R.U.M.O. 2026, encontro online que acontece na próxima quarta-feira, às 20h, reunindo análise, método e reflexão aplicada ao mercado de imagem.


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