Como Rick Nogueira e a Fotto levaram uma operação de fotografia esportiva a outra escala
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Com 20 anos de fotografia e 15 dedicados ao esporte, Rick incorporou a Fotto ao fluxo do negócio e ganhou escala em uma operação que soma mais de 2 mil participações em eventos e cerca de R$ 800 mil em oportunidades.

Um evento fotografado no domingo podia continuar dando trabalho até a noite de segunda-feira. Depois dos cliques, ainda vinham a separação das imagens, a organização dos arquivos, a entrega de cartões e a publicação do material.
Esse bastidor quase nunca aparece para quem vê apenas a fotografia pronta. Mas ele ajuda a entender uma transformação importante no mercado: crescer não depende apenas de fotografar mais. Depende também de organizar melhor tudo o que acontece depois do clique.
Rick Nogueira tem 20 anos de fotografia e cerca de 15 dedicados ao segmento esportivo. Quando incorporou a Fotto ao fluxo de trabalho, parte daquela operação manual passou a ser resolvida com reconhecimento facial, automação e uma estrutura própria para publicação e comercialização das imagens.
A mudança não foi apenas de velocidade. Foi de escala.
O impacto foi além da velocidade.
Segundo relato divulgado pela Fotto, em cerca de um ano e meio Rick estruturou uma equipe de aproximadamente 60 pessoas, acumulou mais de 2 mil participações em eventos e gerou perto de R$ 800 mil em oportunidades.
São números que ajudam a colocar a tecnologia em perspectiva.
A plataforma não fotografou por ele. Também não construiu sua reputação, sua rede ou os anos de experiência no esporte. O que fez foi retirar gargalos de uma operação que já existia e permitir que ela pudesse crescer.
Esse talvez seja o aspecto mais interessante do caso.
Existe uma tendência de discutir tecnologia na fotografia apenas pelo que ela faz com a imagem. No cotidiano de muitos profissionais, porém, algumas das transformações mais relevantes acontecem fora dela: seleção, localização de fotos, distribuição, venda, atendimento e gestão.
No caso de Rick, existe ainda outro componente.
Ele destaca que a permanência na plataforma não ocorreu apenas pelos recursos técnicos, mas pela identificação com a cultura da empresa e pela forma como a relação com os fotógrafos é construída.
Até a taxa de 10% da Fotto, frequentemente vista como uma objeção por quem ainda trabalha com soluções próprias ou ferramentas genéricas, entra nessa conta. Para Rick, o custo tornou-se pequeno diante do retorno proporcionado pela estrutura.
Não significa que qualquer fotógrafo vá construir uma equipe de 60 pessoas simplesmente adotando uma plataforma.
O caso mostra outra coisa: quando um negócio encontra demanda, experiência, relacionamento e um sistema capaz de suportar o crescimento, tecnologia deixa de ser apenas ferramenta e passa a funcionar como infraestrutura.
Para quem ainda administra fotografia esportiva com FTP, Google Drive, processos improvisados ou uma sequência grande de tarefas manuais, talvez a pergunta não seja apenas quanto custa mudar.
Vale também calcular quanto custa continuar fazendo tudo do mesmo jeito.
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