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Nem pelo preço da gráfica: por que alguns clientes ainda recusam álbuns fotográficos?

há 15 horas
2 min de leitura

Relato de uma fotógrafa de Belém levanta uma questão para o mercado: preço baixo é suficiente para vender fotografia impressa?



Uma fotógrafa oferece um álbum pelo mesmo valor cobrado pela gráfica. Sem acrescentar margem pelo próprio trabalho. Ainda assim, alguns clientes desistem da compra.


O relato é de Haline Oliveira, entrevistada pelo jornal O Liberal em uma reportagem publicada em 18 de outubro sobre profissionais que estão construindo negócios fotográficos em Belém, no Pará.



A matéria também apresenta João Agapito, que trabalha com casamentos, ensaios e como segundo fotógrafo. Embora queira se especializar, ainda precisa aceitar diferentes trabalhos para manter a atividade.


Os dois casos mostram realidades conhecidas por muitos fotógrafos brasileiros: conquistar clientes, equilibrar diferentes serviços e encontrar maneiras de ganhar dinheiro além da contratação inicial.


Mas o episódio dos álbuns merece atenção especial.


Quando o preço baixo não resolve


A experiência relatada por Haline contraria uma solução bastante comum no mercado: reduzir o preço para tentar fechar uma venda.


Existem diferentes explicações possíveis para a recusa. O cliente pode ter esgotado o orçamento, preferir arquivos digitais, não perceber utilidade no álbum ou simplesmente não querer decidir naquele momento.


Também existe a questão de como o produto foi apresentado. Ver um álbum pronto, folhear suas páginas e imaginar as próprias fotografias impressas é diferente de receber um valor adicional no orçamento.


Nada disso permite afirmar que Haline tenha apresentado o produto de maneira inadequada. A reportagem não traz informações suficientes para essa conclusão.


O que o episódio permite questionar é a ideia de que todo produto fotográfico encontra comprador quando fica suficientemente barato.


Nem sempre o problema está no preço


O caso de Haline levanta uma questão que vai além da venda de álbuns. Quando uma oferta não funciona, o caminho mais imediato costuma ser reduzir o preço. Mas será que o problema está realmente ali?


Pode estar na comunicação, no perfil dos clientes, no momento da oferta ou até no próprio produto. É difícil identificar essas questões quando estamos envolvidos diariamente no negócio.


Um olhar de fora pode ajudar


No Mapa R.U.M.O., minha orientação individual para fotógrafos, analisamos justamente essas questões: posicionamento, comunicação, oportunidades e decisões que podem estar limitando o desenvolvimento do trabalho.


Cada fotógrafo tem uma realidade. O objetivo é entender o que está acontecendo e encontrar caminhos possíveis, sem fórmulas prontas.


No dia 28 de outubro acontece o Dia do R.U.M.O., com atendimento individual, relatório e seis meses de acesso à Curadoria Essencial.





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