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Clayton Ferreira: arte, ciência e inteligência artificial

O biólogo, professor e artista visual fala sobre sua trajetória, seu trabalho com inteligência artificial na fotografia e sua experiência como educador.


Criações de Clayton Ferreira com IA. Uma história completa


Clayton é biólogo, professor e artista visual que explora as interseções entre arte, ciência e natureza. Sua paixão pela fotografia começou na faculdade e o levou a se profissionalizar e a desenvolver sua própria linguagem autoral. Em seu ateliê, ele cria fotografias e também imagens geradas por inteligência artificial para contar histórias sobre expedições científicas e processos emancipadores. Além disso, ele é mentor de artistas que buscam aprimorar sua expressividade e autenticidade. Nesta entrevista, ele nos conta mais sobre sua trajetória, seu projeto com IA e sua atuação como educador. Confira a seguir.


Siga >>> Clayton Ferreira | Artista (@claytonferreiraart) • Fotos e vídeos do Instagram


Clayton estará ao vivo em uma conversa para os membros NFoTo na próxima quinta (6) às 19:30. Faça parte do NFoTo e participe da nova fase de valor da fotografia. Saiba mais aqui >>> NFoTo Talks: as próximas conversas ao vivo com foco em fotograf.IA (enfbyleosaldanha.com)



Leo Saldanha - Conte um pouco da sua história? E como é sua relação com a fotografia


Clayton Ferreira - Tenho formação em biologia e atuo como professor nessa área, além de ser um artista visual dedicado à pesquisa nas interseções entre arte, ciência e natureza, utilizando a fotografia como meio de expressão autoral. Minha paixão pela fotografia surgiu muito antes de ingressar na faculdade, e desde então sempre fui o responsável por capturar os momentos especiais da turma. Com o passar do tempo, decidi me profissionalizar e estabeleci um escritório de fotografia, onde realizava ensaios familiares. No entanto, minha verdadeira vocação estava nas artes e na educação, o que me levou a desenvolver minha própria linguagem autoral. Ministrei cursos na área da fotografia, criando um espaço para compartilhar meus conhecimentos. Atualmente, possuo um ateliê onde posso expandir minha expressão artística, explorando diversas mídias além da fotografia. Além disso, dedico-me ao ensino e mentoria, buscando aprimorar a autenticidade e expressividade dos artistas que buscam desenvolver seu trabalho autoral.



Leo Saldanha - Como vê esse momento da IA na fotografia?


Clayton Ferreira - Vivemos um momento incrível repleto de possibilidades para explorar. Estamos testemunhando uma grande revolução que impacta diversas áreas do conhecimento humano. É fundamental aprender a aproveitar essa onda ou, do contrário, ela nos arrastará.



Leo Saldanha - seu projeto com IA é fascinante, o que pode contar sobre ele?


Clayton Ferreira - O projeto que estou desenvolvendo é uma Fanfic que conta a história de uma expedição alemã que visitou o interior do Rio Grande do Sul no início da década de 1920, logo após a Primeira Guerra Mundial. Essa equipe de pesquisadores veio em busca de fósseis e não apenas encontrou, mas também levou e descreveu mais de 15 espécies novas, montando 5 esqueletos completos. Ao todo, eles carregaram mais de 8 toneladas de material de volta para a Alemanha. Como cientista, reconheço a importância fundamental dessas descobertas para o conhecimento da evolução de répteis fósseis na América do Sul. No entanto, como artista, não posso deixar de refletir sobre o processo decolonial envolvido nessa "pilhagem científica". Por isso, decidi criar imagens geradas por IA para retratar os personagens, as paisagens, os fósseis e os mapas. Como se trata de uma Fanfic, há elementos inventados, como um suposto romance entre dois personagens, enquanto outros aspectos são baseados em fatos reais, como a quantidade de material levada, entre outros detalhes.






Leo Saldanha - você é professor e mentor. Conte mais sobre essa parte


Clayton Ferreira - Em 2016, tive a iniciativa de criar um curso voltado para fotografia autoral. Percebi a necessidade de ter alguém abordando esse tema especificamente, especialmente aqui no Rio Grande do Sul. O curso era realizado de forma presencial e tinha uma duração de quase 6 meses. Ao longo das edições, fiz diversas atualizações e modificações com base no feedback dos participantes. Já em 2018, surgiu a ideia de transformá-lo em um formato digital, mas somente durante a quarentena de 2020 que consegui colocar esse plano em prática. Foi assim que o curso se transformou em uma mentoria, pois percebi que, desde o início da criação do curso, eu já estava atuando como mentor. Atualmente, ofereço tanto a mentoria em grupo, com uma próxima turma prevista para a segunda quinzena de julho, quanto a mentoria individual. Tenho mentorados em diferentes partes do país, onde os auxilio no desenvolvimento de seus projetos criativos e expositivos. No meu site, é possível encontrar mais informações detalhadas sobre a mentoria, para aqueles que desejam saber mais. Além disso, estou disponível para contato através de mensagens, seja pelo WhatsApp ou por direct.



Leo Saldanha - Qual a importância de Fotoclubes como o POA do qual você faz parte?


Clayton Ferreira - Os fotoclubes são uma forma excelente de reunir pessoas interessadas no tema e proporcionar oportunidades de conviver com entusiastas da fotografia, inclusive conhecer fotógrafos renomados e experientes. No Fotoclube POA, encontram-se pessoas em diferentes estágios de conhecimento fotográfico, desde iniciantes até avançados. Há participantes que já foram premiados em diversos concursos fotográficos, assim como aqueles que nunca enviaram uma foto para uma competição. O clube abrange tanto fotógrafos profissionais que começaram sua jornada na era analógica quanto amadores que estão explorando os primeiros passos na fotografia móvel. O Fotoclube Portoalegrense é conhecido por sua ativa participação, e tenho o prazer de contar com vários alunos e ex-alunos do meu curso de fotografia autoral que também fazem parte desse clube.




Leo Saldanha - o que te inspira e te move na fotografia?


Clayton Ferreira - Na fotografia, encontro uma linguagem poderosa que me permite expressar e explorar minha paixão pela relação entre arte, natureza e ciência. Sou movido por uma profunda admiração e respeito pela beleza e complexidade do mundo natural que nos cerca. Cada vez que pego minha câmera, sinto uma conexão íntima com o ambiente ao meu redor, como se eu estivesse em um diálogo visual com a própria natureza. Minha inspiração surge do desejo de capturar momentos efêmeros e transmitir uma mensagem significativa através das minhas fotografias. A natureza é uma fonte inesgotável de maravilhas visuais, e busco capturar essas nuances e detalhes que muitas vezes passam despercebidos. Ao explorar diferentes técnicas fotográficas, desde a fotografia híbrida até a fotografia de empilhamento de foco, posso revelar a extraordinária complexidade e beleza dos padrões e formas encontrados na natureza. Além disso, a ciência desempenha um papel fundamental em meu trabalho fotográfico. Como um cientista-artista, estou constantemente pesquisando e aprendendo sobre os fenômenos naturais que fotografo. Essa pesquisa histórica e metodológica me permite aprofundar meu entendimento e agregar camadas de significado às minhas imagens. Através dessa abordagem, posso compartilhar conhecimento e despertar um senso de maravilhamento e curiosidade no espectador. A degradação e o maltrato que a natureza sofre são também fontes de inspiração e motivação para o meu trabalho fotográfico. Através das minhas imagens, busco conscientizar as pessoas sobre os impactos das atividades humanas no meio ambiente. Ao retratar elementos da natureza de forma esteticamente atraente e ao mesmo tempo realista, espero despertar uma consciência coletiva sobre a necessidade de proteger e preservar nossa terra. A fotografia me permite compartilhar minha perspectiva única com o mundo, convidando as pessoas a refletirem sobre sua própria relação com a natureza e a ciência. Ao projetar meu trabalho de forma objetiva e metodológica, estabelecendo objetivos claros e considerando cuidadosamente meu público-alvo, posso criar um diálogo entre a arte, a natureza e a ciência que transcende fronteiras e inspira a mudança. No final, o que me inspira e me move na fotografia é a oportunidade de ser um mensageiro visual, de transmitir emoções, conhecimento e despertar uma conexão mais profunda com a natureza e com nós mesmos. Através das minhas imagens, espero catalisar uma mudança positiva e inspirar outros a apreciarem e protegerem a beleza frágil e preciosa do nosso planeta.





Leo Saldanha - Qual seu sonho?


Clayton Ferreira - Como artista visual e pesquisador da relação entre arte, natureza e ciência, meu maior sonho é poder impactar positivamente as pessoas através do meu trabalho. Desejo que minhas fotografias despertem uma consciência ambiental mais profunda e inspirem ações em prol da preservação da natureza. Eu sonho em compartilhar minhas imagens em exposições renomadas, galerias e museus ao redor do mundo, alcançando um público diversificado e engajado. Quero que minhas fotografias transmitam emoções e despertem um senso de maravilhamento e admiração pela natureza, incentivando as pessoas a se conectarem com o meio ambiente de uma maneira mais consciente e responsável. Além disso, tenho o sonho de colaborar com cientistas e outros artistas, unindo conhecimentos e perspectivas diferentes para criar projetos inovadores que ampliem ainda mais a compreensão da interação entre arte, natureza e ciência. Desejo explorar novas técnicas fotográficas, experimentar com diferentes mídias e expandir as fronteiras da minha expressão artística. Acima de tudo, meu sonho é que meu trabalho contribua para uma mudança positiva no mundo, despertando um senso de urgência e ação em relação à proteção do meio ambiente. Sonho em ver um futuro em que a arte, a natureza e a ciência estejam intrinsecamente ligadas, inspirando a próxima geração de artistas e cientistas a trabalharem juntos em prol de um mundo mais sustentável e harmonioso.




Leo Saldanha - algum outro comentário


Clayton Ferreira - Ter um trabalho autoral como artista visual me gratifica imensamente, mas ser mentor traz uma felicidade ainda maior. Ao atuar como mentor em fotografia autoral, tenho a oportunidade de auxiliar outras pessoas a explorarem e desenvolverem seu potencial artístico. Através de orientações, compartilhamento de conhecimentos e experiências, busco incentivar e apoiar aqueles que desejam trilhar o caminho da arte fotográfica. Acredito no poder transformador da educação e na importância de cultivar uma comunidade de artistas engajados. Inspirar e capacitar outros indivíduos a encontrarem suas vozes criativas e expressarem suas perspectivas únicas é uma das partes mais gratificantes do meu trabalho. Testemunhar o crescimento e o florescimento desses talentos emergentes é uma verdadeira recompensa, e espero continuar contribuindo para a formação de novos artistas promissores.


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