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Frame IA - Celulares começam a ganhar recursos para provar que uma foto é real. Isso resolve o problema das imagens falsas?

24 de ago.
2 min de leitura

Novos sistemas de procedência podem registrar como uma imagem foi capturada e alterada. A tecnologia avança, mas confiança não deve depender apenas de um selo.



Durante boa parte da história da fotografia digital, a principal preocupação era saber se uma imagem havia sido manipulada.


A inteligência artificial generativa mudou a escala do problema. Hoje é possível criar fotografias convincentes de acontecimentos que nunca existiram, pessoas que nunca estiveram juntas e cenas que jamais passaram por uma câmera.


Agora, fabricantes e empresas de tecnologia tentam agir na outra ponta: em vez de identificar uma imagem falsa depois que ela circula, registrar evidências sobre a origem de uma fotografia no momento em que ela é criada.


É uma mudança importante.


Segundo análise publicada pelo The Conversation, mais smartphones podem passar a incorporar mecanismos capazes de associar informações verificáveis à captura e ao histórico de edição de uma imagem.



A ideia se aproxima dos padrões de procedência digital que vêm sendo desenvolvidos nos últimos anos, como o C2PA e as chamadas Content Credentials.


Na prática, uma fotografia pode carregar informações sobre onde começou seu percurso, qual equipamento participou da captura e quais alterações foram feitas posteriormente.


O problema é que um selo não transforma automaticamente uma imagem em verdade


Esse é talvez o ponto mais importante.


Comprovar que uma fotografia passou por determinada câmera ou dispositivo ajuda a responder uma pergunta:


de onde veio esta imagem?


Não responde necessariamente outra:


o que esta imagem mostra é verdadeiro?


Uma fotografia autêntica pode ter sido encenada, retirada de contexto ou acompanhada de uma legenda falsa. Da mesma forma, uma imagem legítima pode perder seus metadados ao ser publicada, copiada ou comprimida por determinadas plataformas.


A procedência tecnológica adiciona uma camada importante de verificação. Não substitui contexto, apuração ou interpretação.


A câmera começa a vender outra coisa


Para o mercado fotográfico, existe um movimento particularmente interessante aqui.


Durante anos, câmeras e smartphones disputaram principalmente qualidade de imagem: resolução, alcance dinâmico, foco, processamento e desempenho em baixa luz.


Com a expansão das imagens sintéticas, uma nova característica começa a ganhar valor:


a capacidade de provar a origem da imagem


Isso já aparece em iniciativas de fabricantes de câmeras e agora começa a avançar também nos smartphones.


Talvez uma das próximas disputas do mercado de imagem não seja apenas sobre quem produz a fotografia mais bonita.


Será também sobre quem consegue demonstrar melhor que aquela fotografia realmente passou por uma câmera.


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