A fotografia brasileira no topo do mundo
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O Sony World Photography Awards 2026 consagra talentos globais e o Brasil aparece em força nas categorias Profissional e Concurso Aberto

Quando o Sony World Photography Awards anunciou seus vencedores globais nesta quinta-feira, 16 de abril, o Brasil apareceu em força. Seis fotógrafos brasileiros foram selecionados entre finalistas e destaques das categorias Profissional e Concurso Aberto numa edição que recebeu mais de 430 mil imagens vindas de mais de 200 países e territórios. É o maior prêmio de fotografia do mundo, e o Brasil estava lá.

O título máximo da edição, Fotógrafa do Ano, foi concedido à mexicana Citlali Fabián pela série Bilha, Stories of my Sisters, um ensaio sobre mulheres indígenas de Oaxaca que reúne força documental e rigor visual raramente visto em premiações desse porte. Os trabalhos vencedores e finalistas serão exibidos na Somerset House, em Londres, entre 17 de abril e 4 de maio, numa exposição que inclui mais de 300 impressões físicas e centenas de imagens digitais, além de uma seção especial dedicada a Joel Meyerowitz.
André Tezza e Daniela Balestrin na categoria Profissional

Na disputa mais acirrada do concurso, a categoria Profissional, dois brasileiros chamaram atenção. André Tezza conquistou o segundo lugar em Arquitetura e Design com um trabalho que evidencia o olhar brasileiro para estrutura, forma e espaço construído. Daniela Balestrin, por sua vez, chegou à lista de finalistas em Projetos de Documentário, categoria que exige não apenas qualidade técnica mas consistência narrativa ao longo de uma série de imagens.

Chegar à fase final da categoria Profissional do Sony World Photography Awards é, por qualquer métrica, uma conquista expressiva. O concurso atrai os nomes mais ativos da fotografia mundial, e o filtro curatorial é rigoroso. Que dois fotógrafos brasileiros tenham passado por esse filtro na mesma edição diz algo sobre o nível de produção que vem sendo construído no país.
Quatro brasileiros no Concurso Aberto
No Concurso Aberto, a presença brasileira foi ainda mais ampla. Ramatis Haywanon da Costa e Francisco Lima Saraiva figuraram entre os finalistas na categoria Arquitetura, enquanto Camila de Medeiros Fantinel e Andre Magarao integraram a lista de destaques em Estilo de Vida. São perfis distintos, linguagens diferentes, mas todos reunidos num mesmo resultado: fotografia brasileira reconhecida numa arena global com candidatos de todos os continentes.

O Concurso Aberto do Sony World Photography Awards funciona como um termômetro amplo da fotografia praticada fora dos circuitos editoriais e comerciais mais consolidados. Ter quatro nomes do Brasil entre os finalistas de categorias variadas indica diversidade de abordagem e consistência de execução, não um acidente isolado.
O que essa presença representa
Seis fotógrafos. Quatro categorias diferentes. Dois níveis de competição. A leitura possível não é a de um fenômeno pontual, mas a de uma fotografia brasileira que opera com padrão internacional de forma consistente, em nichos distintos e com abordagens variadas. André Tezza na arquitetura, Daniela Balestrin no documentário, Camila Fantinel e Andre Magarao no cotidiano visual, Ramatis Costa e Francisco Saraiva na leitura espacial. Não é uma escola, não é um movimento, não é um manifesto coletivo. É simplesmente trabalho bem feito chegando longe.

O Sony World Photography Awards existe desde 2007 e se consolidou como o maior concurso fotográfico do planeta por volume de participação e pela abrangência geográfica do júri e dos inscritos. Chegar à lista de finalistas, em qualquer categoria, é ter o trabalho avaliado positivamente dentro de um universo que esse ano ultrapassou 430 mil imagens. Os seis brasileiros fizeram exatamente isso.

A exposição na Somerset House segue até 4 de maio. A lista completa de vencedores e finalistas do Sony World Photography Awards 2026 está disponível no site oficial do concurso.
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