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Apple leva o toque ao MacBook Pro e a edição por texto ao Pixelmator

há 16 horas
3 min de leitura

Novos notebooks terão tela OLED com cobertura Adobe RGB, enquanto o editor de imagens ganhará preenchimento generativo. As novidades chegam em novembro



A Apple anunciou duas mudanças que interessam a quem trabalha com fotografia: o primeiro MacBook Pro com tela sensível ao toque e um recurso do Pixelmator Pro que permite alterar áreas de uma imagem usando comandos de texto.


Apresentadas nesta semana, as novidades atingem etapas diferentes do trabalho com imagens. O computador amplia as opções de visualização e interação. O software acrescenta ferramentas de inteligência artificial generativa à edição.


MacBook Pro ganha toque e tela OLED


Anunciado em 28 de outubro, o MacBook Pro com tela PROLED XDR terá versões de 14 e 16 polegadas, equipadas com chips M5 Pro ou M5 Max. A disponibilidade começa em 6 de novembro.


A tela utiliza tecnologia tandem OLED, oferece taxa de atualização variável de até 120 Hz e alcança, segundo a Apple, até 2.000 nits de brilho em HDR e SDR. Para fotógrafos, outro ponto relevante é a cobertura dos espaços de cor P3 e Adobe RGB.



O toque permitirá ampliar fotografias com os dedos, navegar por conteúdos e interagir diretamente com ferramentas na tela. A proposta é combinar esses gestos com teclado e trackpad. A Apple cita o Adobe Lightroom e o DaVinci Resolve entre os aplicativos que aproveitarão a novidade.


Na avaliação de um equipamento para fotografia, a reprodução de cores pode ter mais peso que a própria novidade do toque. Já o benefício de editar diretamente na tela dependerá da interface dos programas, da ergonomia e da rotina de cada profissional.


Pixelmator Pro permitirá editar áreas por descrição


No Pixelmator Pro, a principal novidade é o Generate Fill. O usuário poderá selecionar uma parte da imagem e escrever o que deseja acrescentar ou modificar.


Segundo a Apple, o recurso buscará combinar o conteúdo gerado com a iluminação, a perspectiva e a textura da cena. As seleções poderão ser feitas com ferramentas já existentes no aplicativo, incluindo seleção livre, rápida e magnética.


Os elementos gerados poderão ser incorporados a camadas existentes ou inseridos em novas camadas com máscaras, permitindo ajustes posteriores. O recurso também utilizará Super Resolution para ampliar o conteúdo produzido. A qualidade desses resultados em diferentes situações ainda dependerá de testes práticos.


A atualização trará ainda uma integração mais direta com o Final Cut Pro. Será possível abrir uma imagem da linha do tempo no Pixelmator Pro e devolver as alterações ao projeto sem exportar e importar o arquivo manualmente. A chegada dessas novidades está prevista para novembro, como atualização para assinantes do Apple Creator Studio.


O que muda para quem vive da fotografia


Os anúncios mostram a Apple atuando em duas frentes: melhorar a interação com as imagens e incorporar geração por IA aos aplicativos de criação.


Para o fotógrafo, o interesse está nas tarefas que essas ferramentas poderão resolver. A integração entre foto e vídeo pode reduzir etapas de produção. O preenchimento generativo pode ajudar em composições e alterações localizadas, desde que o resultado seja revisado e seu uso seja adequado ao trabalho contratado.


Também há uma diferença entre facilitar uma operação e melhorar uma entrega. Uma alteração feita em segundos pode exigir correções de textura, contorno, luz ou coerência visual. Em trabalhos documentais e jornalísticos, acrescentar elementos à cena ainda envolve critérios editoriais que vão além da capacidade do software.


Antes de investir, vale observar o desempenho em arquivos reais, a compatibilidade com o fluxo atual e o custo dos recursos necessários. A demonstração apresenta possibilidades. O uso cotidiano revela quanto elas ajudam.


No Essencial, acompanho as mudanças em tecnologia, comportamento e mercado e suas implicações para quem vive da fotografia. Conheça a proposta e acompanhe essa leitura para orientar suas próximas decisões.


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