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A Adobe troca de CEO no exato momento em que aposta tudo na IA

  • 13 de mar.
  • 3 min de leitura

Mudança no comando da empresa acontece enquanto a Adobe tenta reposicionar o Photoshop e reconquistar a confiança da comunidade criativa em meio à corrida global por ferramentas de inteligência artificial.



Shantanu Narayen anunciou ontem, 12 de março, que deixará o cargo de CEO da Adobe após 18 anos. Ele permanece como Chair do Conselho de Administração enquanto a empresa busca um sucessor ainda não definido. A notícia derrubou as ações da empresa quase 10% no after-market, o que diz muito sobre como o mercado enxerga sua saída.


O timing não poderia ser mais revelador. A Adobe lançou esta semana, em beta público, o AI Assistant para o Photoshop. Trata-se de um chatbot integrado à versão web e mobile que promete executar edições por comando de voz ou texto, sugerir ajustes automáticos e orientar quem ainda não domina a ferramenta. O recurso foi anunciado ainda no Adobe MAX, em outubro de 2025, e chega agora com a promessa de democratizar edições complexas por linguagem natural. Remover objetos, ajustar iluminação ou trocar fundos por meio de prompts.


Os primeiros testes, porém, foram gentis demais com a promessa. Quem experimentou o assistente ficou com a impressão de ter trabalhado com um estagiário excessivamente entusiasmado. O chatbot não fazia exatamente o que era pedido, produzia correções que beiravam o ridículo e exigia esperas longas para resultados medianos. Em um teste com uma foto de retrato, ao pedir para realçar os olhos, o assistente aplicou o efeito sobre o rosto inteiro, super expondo a pele e exacerbando a vermelhidão. A conclusão foi direta: editores profissionais ainda não têm motivo para se preocupar com a própria carreira, ao menos por ora.


Isso não significa que a iniciativa seja sem mérito. O assistente tem potencial real como ferramenta de aprendizado, especialmente para quem está começando e se perde nos menus do Photoshop. Ao passar o cursor sobre os comandos sugeridos pelo chatbot, o próprio Photoshop destaca onde cada ferramenta está localizada. Funciona como uma espécie de tutorial guiado em tempo real. Para uso introdutório, faz sentido. Para fluxo de trabalho profissional, ainda vacila.


O problema maior da Adobe, porém, não é técnico. É de posição.


Nos últimos anos, a empresa acumulou crises de imagem difíceis de reverter. A tentativa fracassada de comprar a Figma por 20 bilhões de dólares foi bloqueada por reguladores. Houve também polêmicas em torno dos termos de uso que levantaram suspeitas sobre o uso das imagens dos usuários para treinar modelos de IA. Soma-se a isso uma relação historicamente tensa com a comunidade criativa, que nunca perdoou completamente a transição forçada para o modelo de assinatura. Narayen presidiu tudo isso, inclusive o crescimento expressivo da receita, que saltou de menos de 1 bilhão para mais de 25 bilhões de dólares durante sua gestão.


A saída dele não é uma derrota. É uma virada de página num momento em que a Adobe precisa reconquistar a confiança dos criadores ao mesmo tempo em que tenta não perder terreno para Canva, Luminar, Firefly e uma constelação de ferramentas que prometem o mesmo com menos atrito e preço menor.


Para fotógrafos profissionais, a questão prática permanece a mesma. O Photoshop continua sendo o padrão da indústria e qualquer substituto razoável leva tempo para ganhar essa legitimidade. Mas o que está em jogo agora não é apenas funcionalidade. É a narrativa. E narrativa é exatamente o que a Adobe tem perdido nos últimos anos.


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O Photoshop vai ser substituído por inteligência artificial?

Não no curto prazo. Ferramentas de IA podem automatizar algumas tarefas, mas o Photoshop continua sendo o padrão da indústria para edição profissional.


A Adobe está perdendo espaço para outras ferramentas?

Nos últimos anos surgiram concorrentes fortes como Canva, Luminar e outras plataformas de edição que prometem fluxos de trabalho mais simples e baratos.


O que é o AI Assistant do Photoshop?

É um assistente baseado em inteligência artificial que permite executar edições usando comandos de texto ou voz, sugerindo ajustes automáticos dentro do software.


A saída do CEO muda o futuro da Adobe?

A mudança de liderança acontece em um momento estratégico em que a empresa precisa equilibrar inovação em IA com a confiança da comunidade criativa.


A inteligência artificial vai substituir fotógrafos?

A IA está mudando principalmente o processo de edição e produção de imagens. Para fotógrafos profissionais, ela tende a se tornar mais uma ferramenta do fluxo de trabalho.

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