Por que não dá mais para escapar dos vídeos rápidos na divulgação online?

Os acontecimentos recentes e os dados relativos as principais redes sociais deixam claro algo: os vídeos rápidos não são mais tendência, são realidade





Ultimamente falar de novidades no Instagram é quase sempre falar de vídeos rápidos. Veja os anúncios mais recentes:


A possibilidade de remixar fotos fazendo com elas se tornam Reels

Publicação em tela cheia para todos

Vídeos com menos de 15 minutos serão transformados em Reels. E a aba de vídeos deixa de existir. Logo, tudo virou Reels

O recurso de gravar vídeos usando tanto a câmera traseira quanto a de selfie para vídeos tipo entrevista ao vivo ou para mostrar mais de uma cena ao mesmo tempo.


Outra informação relevante mostra algo que já percebemos na prática. 40% do tráfego no Instagram já ocorre só no Reels. E imagino que isso deva crescer mais e mais. Sobre isso, o professor Rafael Terra indicou em seu Insta recentemente a seguinte e importante pesquisa:


NOVO ESTUDO da empresa Later aponta que o engajamento médio de posts tradicionais do feed do Instagram diminuiu 44% desde 2019. A análise foi realizada em cima de 81 milhões de postagens no Instagram, sem incluir o formato Reels e conteúdo do IGTV, entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2022.


Segundo os dados, há cerca de três anos, a taxa média de engajamento das fotos e vídeos do feed era de 5,6%, ou seja, a cada 100 seguidores seis comentariam, curtiriam ou compartilhariam o conteúdo. No final de 2021, o percentual caiu para 2,9%, praticamente metade do que era antes.


As postagens de vídeo no feed foram as que apresentaram maior declínio ano a ano na média, enquanto conteúdos em carrossel se mantiveram com a menor variação. Na prática, é melhor publicar múltiplas fotos do que somente uma ou de um vídeo tradicional — atualmente, todos os vídeos passaram a ser considerados Reels, por isso é impossível comparar.


REELS TÊM O MAIOR ENGAJAMENTO


O declínio pode ser notado principalmente após o lançamento do Instagram Reels, em agosto de 2020, quando a plataforma passou a impulsionar os vídeos curtos para competir com a rede social que inicia com T. Introduzido como uma prioridade no app, o Reels tomou para si a maior parte do engajamento, enquanto as outras publicações foram deixadas em segundo plano pelo algoritmo da plataforma.


A Later fez um teste no próprio perfil e descobriu os posts do feed tinham uma taxa média de engajamento de 2% em 2020. Quando decidiram incorporar o Reels na estratégia de mídia social naquele ano, o percentual cresceu para 9%.


Para quem ainda tem dúvidas, o recado está dado: para bombar no Instagram de 2022 é preciso fazer vídeos curtos.


Rafael diz que vídeos curtos são estratégicos. E estamos falando de filmes com até 30 segundos no máximo. Seja como for, a sua decisão de sair do Insta será desafiadora. Por quê? Porque as alternativas estão justamente no mesmo caminho. TikTok (é vídeo rápido). YouTube (Shorts até ultrapassou o TikTok em usuários únicos usando os vídeos rápidos do YouTube). Claro, você pode usar seu site, fazer email marketing e tráfego pago. Mas o alcance orgânico é importante na presença digital e vai ficar difícil aparecer sem usar esse recurso.