PELOTON, SLEEVENOTE E A NOVA FASE DOS NEGÓCIOS HÍBRIDOS

Dois cases recentes trazem reflexões sobre a tecnologia combinada com o mundo real. Será que a fotografia vai acompanhar essas transformações que envolvem hardware, software e mídia?


Milhares de academias de ginástica mundo afora foram bem impactadas pela pandemia. Curioso é notar a tecnologia combinando equipamento, programa e mídia possa nos dar cases como a Peloton. Calma que logo mais conecto isso com a fotografia. A Peloton é uma marca difícil até de descrever. Vende bicicletas para usar em casa que custam dois mil e tantos dólares e que mesclam tela, mídia, tecnologia. Tudo para você fazer seus exercícios em casa, mas com uma aula de um especialista. A empresa bombou na pandemia.


Chega a ser incrível que John Foley, CEO e cofundador, tenha criado a empresa depois de ir na academia e ficar atrás de uma coluna da sala onde estava e não conseguir assistir ao instrutor. Dali surgiu a ideia dele: e se tivesse uma tevê aqui para acompanhar a aula. E se fosse em casa. Saltando muitos anos depois, a Peloton é um sucesso e os professores são verdadeiras celebridades. A marca conta com estúdios de gravação que servem para filmar as aulas e enviar para os equipamentos.




Ou seja, a Peloton não é só uma bicicleta. É uma marca que transformou esse mercado com mídia e tecnologia de uma forma inesperada. Afinal, as pessoas (que podem) estão fazendo mais exercício em casa. O público é obviamente premium.


Por que não temos nada parecido até aqui na fotografia? aqui você pode pensar que já temos. São os computadores e smartphones que servem para assistir aos conteúdos de YouTube e afins. Da mesma forma que uma pessoa pode fazer exercício na sua bicicleta ergométrica em casa sem precisar gastar uma fortuna com uma Peloton da vida. A experiência é a mesma? O que me parece claro é a possibilidade de termos algo similar para foto e vídeo. Algo que por alguma razão ainda não foi lançado (que eu saiba) que combina esse mundo da imagem da mesma forma com equipamento, programa e mídia. O mais próximo que temos disso são os apaixonados por fotografia de videogames. Existem até artistas voltados para isso. Mas parece que esse momento é oportuno para alguma fabricante pensar em algo desse tipo. Ou parece muito fora da realidade?



Eis aqui outra deixa para coisas novas (ou apenas um devaneio tecnológico). Vi uma matéria na Gizmodo sobre o Sleevenote. Fico pensando como nenhuma marca do mercado de câmeras pensou em um dispositivo desse tipo.