NFT é mais uma oportunidade para a fotografia impressa?

Essa é uma questão bastante relevante para esse momento em que a tecnologia avança.





Recentemente Anne Geddes lançou uma coleção de fotos em NFT para ajudar crianças refugiadas da Ucrânia. Junto com os NFTs tinha fotos impressas como parte da oferta. Já surgem diversas ações com foco em coisas físicas e NTFs. Primeiro, se você nunca ouviu falar no termo sugiro que clique aqui: Desmistificando o NFT para Fotógrafos – FHOX


O que ativos digitais únicos têm em comum com obras físicas como álbuns e fotos impressas? São itens exclusivos, singulares. Um NFT com uma única edição é tão exclusivo quanto aquela foto da pessoa querida que você possui e é única também. A pergunta que surge volta e meia sobre essa tecnologia é a seguinte: mas e se eu fizer um print da tela desse NFT? como é que isso é único se eu tenho posse? Bom, essa é uma dúvida razoável mas um tanto estranha para quem atua na fotografia. Se a foto digital é de sua autoria…se alguém copiar no computador ela poderia vender como dela? A resposta é não. Vale o mesmo para NFT e a falta de entendimento disso é desconhecimento mesmo. Um fotógrafo que cria um NFT usa uma plataforma que possui a tecnologia e o comprador deve acessar e fazer a compra desse ativo por lá. O acesso é autenticado para ambas as partes.


A grande questão desse conteúdo deve ser respondida: NFT é mais uma oportunidade para a fotografia impressa? Eu creio que sim. Por quê? Porque você pode vender a obra nas duas versões, tokenização e física e fazer isso como uma mesma oferta. Como seria isso na prática? Um fotógrafo de casamento cria um fotolivro e lança a opção em NFT para acompanhar (ou vice-versa). Na minha visão esse recurso pode ser replicado para setores não só como da arte, mas também família, newborn, casamento e por aí vai. A questão que surge é a seguinte: por que uma noiva compraria a versão em NFT daquele álbum? Se a tecnologia avançar a ponto de as pessoas terem a real visão de valor em algo que é digital e único não me parece tão irreal assim.


Talvez possamos encarar essa oportunidade de outra forma. E se um fotógrafo de casamento criar uma foto de decoração para aquela noiva com uma imagem dela e do noivo que tem forte apelo artístico, A tal ponto, que poderia gerar interesse de colecionadores? Pois bem, seria interessante para o fotógrafo e até para a noiva que poderia receber parte das vendas (desde que tudo seja combinado antes). Existem questões técnicas dessa parte do NFT que envolvem contratos inteligentes e valores e aí entra o marketing. O fato é que estamos vendo o NFT sendo usado por marcas e artistas em várias situações inusitadas. Desde ações para ajudar causas até iniciativas para só faturar mesmo. Tudo depende de interesse, criatividade e observar que existe uma nova fronteira ocorrendo de verdade neste momento.


Talvez tenhamos dificuldade em observar o valor nessa novidade porque nós mesmos desvalorizamos a fotografia digital tornando ela cada vez mais barata (porque todo mundo tem acesso). Talvez tenha chegado a vez de invertermos isso.


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