Legado e inovação

Duas notícias recentes sobre Leica e Nikon expõe como uma marca pode inovar mesmo tendo legado. E qual o risco em se demorar para fazer isso





De um lado a Leica, marca alemã reconhecida pelas verdadeiras joias que cria com suas câmeras sofisticadas. A Leica acaba de divulgar os melhores resultados da empresa em 100 anos. E isso em plena pandemia.


Do outro lado está Nikon. Uma empresa que está diretamente conectada com o mundo da fotografia. Ontem (12) saiu uma notícia (que a empresa desmentiu) dizendo que não a fabricante teria abandonado de vez as DSLRs.


Legado é história e tradição. Ajuda e atrapalha. A sombra dos sucessos do passado costumam muitas vezes encobrir a visão de quem toca o negócio. Então, como duas marcas do mesmo mercado tiveram resultados tão distintos.


Leica escolheu abraçar os novos tempos sem esquecer do legado. Ao mesmo tempo que lança câmeras de filme também lança novos modelos de smartphone com empresas chinesas de smartphone. O legado da excelência mesmo fazendo uma coisa ou outra. Além de uma forte estratégia comercial mundial. A Leica conta com 100 pontos de venda no mundo que são verdadeiras experiências de marca. O luxo que é justificado em um trabalho artesanal e sofisticado. No fim, Leica soube equilibrar os dois mundos (moderno e a força do histórico) para essa nova fase da fotografia conectada.


A Nikon demorou, entrou depois na linha mirrorless (com a parte profissional) e lembro de quando falavam que a empresa deveria ter comprado (ou se unido) com a Nokia). Nos últimos tempos ela retomou o lado lucrativo seguindo uma estratégia que a Leica já segue tem um tempo: vender menos e cobrar mais por modelos premium. Tem quem diga que a Nikon é muito tradicional e nada de errado com isso. A Leica também é, mas consegue manter tradição sem esquecer que as tecnologias e comportamentos evoluem e a tradição tem que minimamente acompanhar essas transformações.

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