Como o NFT pode devolver o valor para a fotografia digital

Primeiro precisamos reconhecer que parte do problema foi justamente termos desvalorizado o negócio com a última grande transição do mercado





Qual foi a última grande transição do mercado fotográfico para fotógrafos profissionais? Você poderia dizer que foi a mudança do analógico para o digital, mas me parece que o grande salto de mudança de comportamento chegou com o avanço dos smartphones e redes sociais. Foi com a popularização e acesso na criação de imagens que a coisa se tornou descontrolada, caótica e complexa. Veja que foram dois trancos consideráveis: primeiro no começo dos anos 2000 com a virada do filme fotográfico para o digital. Quase uma década depois começou a turbulência da fotografia em tempo real e na palma da mão. Nos últimos anos uma nova tecnologia chegou com a promessa de devolver o valor para aquilo que é digital. E não, não se chama NFT. Foi com o blockchain, que se tornou possível as criptomoedas avançarem e por consequência a criptoarte.

Algumas notícias bem recentes mostram que o NFT está sendo abraçado por referências como Anne Geddes e o lendário Studio Harcourt. O que ambas têm em comum? São iniciativas de arte, com causas definidas e ligadas com marcas fortes. Existe mais uma coisa que elas têm de similar: são marcas de legado.


O NFT não vai fazer milagre por você só apertar um botão. Você converte sua obra e vai sair para vender e daí? Sem marketing, sem curadoria, sem nome e um trabalho reconhecido…vai dar na mesma. Mas o que essa nova fase nos apresenta de oportunidade é justamente definir os critérios. Você tem que definir um preço, tem que dizer qual a tiragem, tem que mostrar qual é a história daquela obra. E tudo isso feito em uma plataforma que garante a autenticidade e conecta com os compradores. É bom estabelecer a relação correta aqui. Pois estamos na primeira fase dessa transformação. Com a entrada do Instagram e o avanço do Twitter e outras redes o NFT será reconhecido de forma universal e a moeda corrente vai ser a autenticação cada vez mais fácil e fluida. E nem entramos na questão da WEB3 e do metaverso (coisa que o Studio Harcourt está fazendo também) de você criar espaços virtuais nesse universo e fazer a ligação das obras NFT com esses ambientes.


Para quem não entende o assunto ou não vê o valor basta voltarmos para os tempos do filme fotográfico. Muita gente ficou pelo caminho porque não quis se adaptar e nem conseguiu entender a mudança que estava ocorrendo. Digital para quê? Não tem qualidade? Eu não terei o controle? As pessoas vão ficar com meu trabalho! A internet + fotografia digital vai acabar com meu valor. E por aí vai. Curiosamente algumas das questões citadas nesta época são semelhantes ao que vemos agora não só em relação à NFT, mas também quanto às redes sociais.





A dimensão da oportunidade estará bem visível daqui algum tempo. E para mim ela já está evidente nos indícios da maior rede social do mundo investindo nisso e de grandes nomes (sobretudo de fora) abraçando a novidade. Os fotógrafos brasileiros e de fora que estão explorando, aprendendo e testando com NFT percebem esse valor e alguns já faturam com isso (o fato de não comentarem pede alguma reflexão).


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