Canon pode subir preços novamente nos EUA: entenda os novos desdobramentos
- Leo Saldanha

- 30 de jul. de 2025
- 3 min de leitura
A Canon acaba de sinalizar que pode aumentar novamente os preços dos seus equipamentos nos Estados Unidos. A razão? Tarifas de importação que vêm pressionando seus custos de produção e distribuição.

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O comunicado veio durante a divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2025, quando a empresa apontou que os impactos das tarifas podem chegar a 16 bilhões de ienes (cerca de 107 milhões de dólares).
A Canon já havia reajustado seus preços em abril e, após esse anúncio, viu um aumento na demanda em maio, mas a alta durou pouco: os preços subiram de fato em junho, e as vendas caíram. A tendência, segundo a marca, é que a queda continue nos próximos meses.
Em resposta, a empresa está revendo custos e considerando novos aumentos, mas não de forma uniforme. A ideia é ajustar os valores produto por produto, levando em conta a competitividade de cada linha.
Outro ponto relevante: a Canon está transferindo parte da produção de volta ao Japão, apoiada em automação para reduzir custos de mão de obra. Ao mesmo tempo, deve continuar utilizando recursos externos para itens de menor valor agregado. Isso pode representar uma nova configuração produtiva para marcas do setor.
Enquanto o mercado norte-americano recua, a Canon aposta em uma compensação com crescimento em mercados asiáticos e outras regiões, incluindo acordos comerciais com Japão e Vietnã, mesmo que essas novas tarifas (15% e 20%) ainda sejam mais altas que os antigos 10%.

O que isso tem a ver com a gente aqui no Brasil?
Mesmo que o reajuste de preços anunciado valha para os EUA, há um efeito dominó que não pode ser ignorado. Boa parte dos equipamentos fotográficos vendidos por aqui é importada, e ajustes feitos em mercados maiores podem, direta ou indiretamente, influenciar os preços locais, a oferta e até a competitividade de linhas mais acessíveis.
Além disso, o movimento de produção mais automatizada e centralizada no Japão pode ser um sinal de como grandes fabricantes estão se preparando para um futuro com margens mais apertadas, consumidores mais cautelosos e cadeias logísticas sob constante revisão.
Vale observar:
O preço da tecnologia está menos estável do que parece.
A fotografia profissional depende de acesso a bons equipamentos, e movimentos assim afetam todo o ecossistema.
Em um mercado globalizado, as decisões de hoje no Japão e nos EUA podem refletir aqui no Brasil.
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