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Acordo Milionário da Apple com Shutterstock para Aprimoramento de IA: Uma Análise Crítica

O investimento da gigante de Cupertino em inteligência artificial levanta questões sobre ética e compensação


Patrocínio: Alboom + Fotto


A Apple Investe Pesado em IA com Auxílio da Shutterstock

Em um movimento que destaca a corrida tecnológica pelo avanço da inteligência artificial (IA), a Apple desembolsou uma quantia significativa - estimada entre 25 e 50 milhões de dólares - para acessar o vasto acervo de imagens e vídeos da Shutterstock. Este acordo visa aprimorar as capacidades de IA da empresa, permitindo que algoritmos aprendam e evoluam através da análise de milhões de arquivos visuais.


Outras Gigantes Seguem o Mesmo Caminho

A Apple não está sozinha nessa jornada. Gigantes como Google, Meta e Amazon já haviam estabelecido parcerias semelhantes em 2022, buscando enriquecer seus próprios sistemas de IA. A OpenAI, conhecida por seus avanços em modelos de linguagem de grande escala (LLMs), também figura entre os clientes iniciais da Shutterstock, pagando um valor entre 2 e 4 centavos por imagem.


PhotoBucket: Um Recurso Menos Conhecido no Treinamento de IA

Curiosamente, a Apple também recorreu ao PhotoBucket, um serviço de compartilhamento de fotos que atingiu seu auge nos anos 2000. Embora sua popularidade tenha diminuído, o PhotoBucket ainda mantém uma base ativa de cerca de 2 milhões de usuários. A Apple pagou entre 5 centavos e 1 dólar por foto e 1 dólar por vídeo para utilizar esses dados em seus esforços de IA.


O Debate Sobre Ética e Compensação

Este cenário levanta uma questão crucial: quem realmente se beneficia desses acordos? Embora pagar por conteúdo de bancos de imagens possa parecer uma alternativa ética à raspagem de dados de materiais protegidos por direitos autorais, a situação é complexa. Os fotógrafos, cujas obras são essenciais para o treinamento de IA, receberam uma compensação que varia de 1 a 300 dólares por vídeos de mais de uma hora, retendo apenas 20 a 30% desse valor. Mas isso é suficiente?


A Necessidade de Novos Acordos

A utilização de imagens para fins editoriais ou comerciais é uma prática estabelecida, mas seu uso para treinar ferramentas de IA generativa é um território relativamente novo e controverso. A Adobe, por exemplo, enfrentou críticas ao treinar seu sistema Firefly com base em sua própria biblioteca de imagens, apesar de alegar que possuía os direitos autorais e acordos de licenciamento necessários.


Repensando os Direitos de Uso de Imagens

A discussão sugere que talvez seja hora de considerar permissões específicas para o treinamento de conjuntos de dados de IA como acordos separados dos direitos de uso tradicionais. Enquanto alguns criadores podem estar confortáveis com essa ideia, outros veem isso como uma ameaça à sua profissão a longo prazo. Afinal, treinar uma IA pode significar, em última análise, automatizar tarefas que hoje são realizadas por fotógrafos comerciais e de banco de imagens, questionando o sentido de contribuir para um processo que pode torná-los obsoletos.



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