A lição sobre paciência (e sorte) do a-ha

Uma matéria recente da Mental Floss mostra que a famosa música Take On Me foi uma história de sucesso retumbante depois de muitas tentativas...





Eu não sabia dessa. A matéria do jornalista Jake Rolsen conta que Take On Me teve outra versão do clipe antes de bombar. Primeiro, vale lembrar de qual videoclipe estou falando: é aquele que parece uma história em quadrinhos e que muitos apontam como um dos grandes impulsionadores da cultura do clipe e da era MTV que influenciou toda cultura pop. O que isso tem a ver com fotografia? a relação que faço é de negócios. De que a persistência e sorte contam muito para qualquer empreitada.


A-ha é uma banda norueguesa de new wave e pop rock formada na cidade de Oslo, Noruega, em 1982. Seus integrantes são Morten Harket, Magne Furuholmen e Påul Waaktaar. O grupo alcançou enorme sucesso mundial nos anos 80, se tornando imediatamente umas das bandas mais famosas daquela década. (até hoje são famosos e fazem turnês pelo mundo. Inclusive no Brasil)


Take On Me foi um marco visual (e isso serve para ilustrar como o apelo visual e criatividade contam muito). Trata-se de um clipe de 1985 com mais de 1 bilhão de visualizações. Foram quatro tentativas até acertarem no clipe que bombou. Naquele tempo não tinha spotify e ter um clipe era o que existia de mais de ponta que se poderia imaginar. Quando Take On Me foi lançado na primeira vez pela banda...chute quantos discos venderam? 300 cópias. Isso em outubro de 1984. Ou seja, o começo da banda foi bem fraco. O que me faz lembrar que o parque da Disney foi bem mal no início das atividades também. Ou que Blade Runner (o filme que hoje é um clássico) foi um fiasco nos cinemas em 1980. Pois bem, em 1984 eles tentaram decolar mais uma vez com um clipe. A primeira versão é sem graça...





Aqui cabe a observação da resiliência da banda. Eles depois de várias tentativas poderiam ter desistido. Jeff Ayeroff executivo da Warner quis insistir com eles. Só que agora com a ajuda de profissionais criativos competentes. Eles chamaram o diretor Steve Barron e os animadores Michael Patterson e Candace Reckinger. Barron era um diretor experiente responsável por verdadeiras obras primas dos clipes. Caso de Billie Jean do Michael Jackson, Burning Up da madonna e Summer of 69 do Bryan Adams...entre outros. Aqui vale a "inspiração da criatividade". Barron passou a missão para os animadores. Eles deveriam usar uma técnica chamada de rotoscoping (traçar animação sobre imagens live-action). Outros filmes famosos já fizeram isso. Foram 4 meses em que Patterson e Reckinger se debruçaram nos desenhos e fizeram 2 mil esboços que foram aproveitados no vídeo. Clipes levavam semanas e não meses para serem feitos naquele tempo. E ninguém tinha feito algo daquele jeito...basta pesquisar clipes dos anos 1980 para entender o que estou comentando. O resultado visual é marcante, criativo, empolgante e parece perfeito para a música do a-ha. O clipe custou na época 400 mil dólares, algo que na época era muito. Orçamento para algo espetacular e assim foi feito. Virou história com algo diferente. A filmagem levou só dois dias, trabalho mesmo era desenhar traçando as imagens para cada frame. Aqui trago o trecho da matéria da MentalFloss.


PACIÊNCIA RECOMPENSADA - Os muitos meses de esforço valeram a pena. Quando a versão rotoscópio de "Take on Me" estreou na MTV em 1985, tornou-se uma sensação, ajudando o single a chegar ao topo da Billboard Hot 100. A MTV concedeu 11 indicações ao Video Music Awards na canção, das quais ganhou oito.

"Take on Me" foi a segunda das animações de videoclipes importantes de Barron naquele ano. Ele também dirigiu o vídeo de "Money for Nothing" de Dire Straits, que venceu "Take on Me" para melhor videoclipe nos VMAs. Hoje a trilha inspira até postagens virais no TikTok... a-ha's 'Take on Me' Performed on a Washing Machine (laughingsquid.com)



Aproveite e assista a versão em 4K do clipe...mais de 1 bilhão de views...






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