A fotografia como negócio: promoção virou uma conversa bem pessoal

Antigamente divulgar era só “fazer propaganda”, mas a saturação de “merchan” criou uma onda de rejeição com tudo que parece “anúncio”. O que de certa forma é uma boa notícia para negócios de fotografia





Começo indicando a razão de ser bom para negócios de foto que as pessoas estejam cansadas de propagandas. Foto lida com emoção e está cada vez mais conectada com uma nova fase de autenticidade. Logo, criar algo com foto que seja autêntico tem sua força de divulgação. Para tanto, faz-se necessário conversar com o cliente (uma pessoa, lembra?). Ora, se a tendência é criar coisas com a cara das pessoas a fotografia é o meio perfeito para isso não é?! Pois bem, promoção do composto do marketing é a parte de divulgar. Veja que a maior parte dos fotógrafos e negócios de foto fazem isso diariamente. Funciona assim: comecei meu negócio de foto e vou para as redes sociais promover minha marca. E não é tão difícil. O que eu preciso:


  • Minha marca

  • Uma oferta qualquer

  • Imagens do que faço

  • Uma conta em rede social, de preferência Instagram

  • Baixar apps de design tipo Canva e afins

  • Buscar conteúdos grátis de referências/gurus de marketing digital

  • Vou Divulgar


Aqui volto para outro conteúdo recente sobre o efeito hamster. Divulgar é crucial pois se não aparece nem vende. Mas e todo resto? Não é para menos que se chama de composto de marketing. Ou seja, são elementos equilibrados e integrados que ajudam. Produto está ligado preço que está ligado com presença e posicionamento e a divulgação. Um não é mais importante do que o outro. Agora, o que mais temos visto por aí é a divulgação desenfreada sem estratégia, sem olhar de propósito. Uma das coisas que favorece isso é a vaidade. A fotografia lida com nossa autoestima. Especialmente para fotógrafos. Então, quero ver minha foto sendo usada para divulgação mesmo. E nada de errado com isso, o problema é não ter uma base. Os pilares para que a promoção/divulgação ocorra de forma efetiva estão em linha com o seu posicionamento de mercado/segmentação e alvo. Traduzindo: quem sou eu? para quem é e onde estão? percebe como a conversa/divulgação só vem depois.





O grande desafio é sair das armadilhas do momento. O que é melhor? 500 seguidores com 150 que compram de você? ou 100 mil com 50 que compram do seu negócio? Ah, mas eu tenho a chance de aparecer mais e vender muito com essa base? será mesmo? Sou bombardeado por anúncios de serviços de seguidores que me garantem 100 seguidores dia se eu pagar 100 reais por mês. A verdade é que essa dimensão de popularidade parece ainda contar muito. Eu prefiro poucos e bons e ir crescendo de forma orgânica.


A conversa que a promoção se tornou tem a ver com quem você atende e não com você. Somos facilitadores das pessoas em mostrar que vamos criar algo para elas. A tal da personalização. Personalizar é entender o que a pessoa que me segue quer e criar para ela. Eu sou fotógrafa de família e atendo gestantes. Criei uma postagem que mostra uma das minhas clientes feliz com o barrigão. Aparece aquela mãe para agradecer e ainda mais uma amiga também grávida. Rola um contato e conversamos em privado. Ela conta sua história e diz que quer algo único. Vou lá no desafio de desenvolver algo para ela. Mais fácil dito do que feito, mas o caminho é esse com alguns ajustes e outros. E para quem não tem cliente? O boca a boca pode ser provocado mesmo sem termos uma base formada. Pois essa indicação pode ser algo que criei para estimular a conversa. Até a estratégia de fotos grátis faz isso e já tem um tempo.






O fato é que a conversa da promoção é importantíssima e mesmo em tempos tão online se tornou ainda mais pessoal. Não é para menos que a sugestão dos anúncios do Facebook já aparece com sugestão de contato via WhatsApp. Quais conversas você vai criar e participar? E o mais importante: você está preparado para não ser o protagonista? Pois nessa nova fase da divulgação é mais sobre as pessoas que vou servir. Algo que no caso da fotografia muitas vezes é distorcido porque afinal somos artistas. Li em alguma matéria gringa destacando que o mercado da arte vai oferecer mais possibilidades justamente para os artistas empreendedores. E que eles terão sucesso justamente por equilibrar marketing e negócios de uma forma criativa e respeitando o perfil artístico deles. O que me parece um ótimo caminho também na fotografia.


Dia 3/05 (segunda que vem) farei um aulão de marketing para fotógrafos e negócios de foto. A FOTOGRAFIA COMO NEGÓCIO


Dias 26 e 27 de maio tem a nova turma ao vivo do Foto+Produto – Saiba mais aqui: FOTO+PRODUTO



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