3 dicas valiosas para começar a acertar o marketing na fotografia #obrigadodenada

Mas não se engane, são dicas que só funcionam se você começar





Por que o marketing é um problema clássico na fotografia? Porque fotógrafos e fotógrafas atuam com um negócio que envolve criatividade e paixão. E acabam se enrolando com isso. Criando um conflito em que o dilema sempre se apresenta: se sou criativo não posso ter visão de negócios e por aí vai.


Curiosamente, o marketing dos grandes "artistas" e empreendedores de sucesso da fotografia existe, não duvide. E que quando ele é bem feito nem parece marketing.


O que é marketing? Marketing é atrair e manter clientes. Algo que existe por décadas, a diferença é que agora o marketing é envolve 80 tipos de formas de se fazer (do email as redes sociais e afins) e isso também gera muita confusão. O termo Marketing Digital é sobre usar ferramentas online para fazer o marketing (mas antes você tem que ter sua estratégia definida, do contrário será mais do mesmo).


3 Dicas Valiosas:


1 - Começar. Essa é tão simples e ao mesmo tempo tão difícil. Eu fiz um estudo recente sobre as práticas de fotógrafos e fotógrafas quanto ao marketing. Sabe o que eu descobri? A maior parte tem um marketing desordenado. A maioria acha que é só publicar fotos em redes sociais. Começar quer dizer ter uma ótica de marketing junto com a fotografia. Começar quer dizer estruturar um caminho mínimo de estratégia com alguns objetivos definidos (metas mensais e o que você fará para atingir o que definiu).


Começar com um olhar para os diversos P´s do marketing da fotografia:


- Posicionamento de mercado - Minha proposta de valor e como quero ser percebido. Quanto mais você aqui melhor.

- Produto - O que você entrega? E como criar para os clientes (colaboração)

- Promoção - A divulgação. Como criar para os clientes com foco neles e não em você?

- Presença - A sua atuação online e presencial. O quanto você está presente? Disponível? E que experiência oferece seja online ou fisicamente.

- Preço - Preço é marketing e está conectado com posicionamento de mercado. Quem não tem posicionamento costuma ter problemas com preço. A tendência mais forte hoje para preço é a recorrência.


2 - Encontrar "você" nessa nova jornada. Vamos lá, isso aqui não é papo de coach. Parece, mas não é. Sabe por quê? Porque pegue aí seu fotógrafo ou fotógrafa preferida e note se eles não têm um posicionamento de mercado/marca muito definido. Tem estilo com assinatura. E isso acontece como? Acontece com um "eu" bem definido. A pergunta para chegar a isso é simples e complexa ao mesmo tempo: Quem é você de fato na fotografia? E o que te move que vai além da frase manjada "eternizar momentos" e "sempre amei a fotografia". Quem é VOCÊ de verdade na fotografia? Como aplicar isso no seu marketing é questão primordial.


3 - Testar, medir, ajustar e repetir. Eu começo, sei quem sou. Eu diria até que é melhor começar sem ter seu posicionamento de mercado definido do que não fazer nada. Mas assim que começar (e de preferência sabendo quem você nesta história) chegou a hora de testar. Quando você tem bem definido o posicionamento de mercado a intenção ocorre naturalmente. Exemplo: sou uma pessoa com posicionamento sofisticado...então não vou ficar postando coisas que ferem essa identificação. O mais importante: ser intencional, começar, testar e medir para saber o que deu certo, o que pode ser melhorado e ajustar quando necessário.


E por último retomo sobre a importância de começar. Começar e manter. Na prática, quem já começa leva vantagem em relação a quem atua de forma desordenada no marketing da fotografia. E você ficaria surpreso com a quantidade de colegas fotógrafos que nem começaram direito ainda. Marketing é repetição com melhoria contínua. Tem que começar e manter e de preferência ir evoluindo nesse processo. Até porque a gente aprende muito fazendo isso.


Sobre a resposta de quem é você. Sei que é difícil. Mas veja como é importante e como isso fica claro neste exemplo banal.





Hamburguerias são todas iguais? Eu posso ir ao mercado e pegar um hamburguer, comprar os itens necessários e tentar fazer em casa. Essa é provavelmente a opção mais barata. Mas não é conveniente.




Se saio na rua posso escolher diferentes lanchonetes e todas provavelmente terão x-salada. Minha pergunta: se eu for em diferentes pontos vou encontrar lanches iguais? Talvez eu encontre opções similares e mais caras do que fazer em casa.






As de lanchonete terão um preço médio parecido (alguns mais baratos, outros um pouco mais caro). Mas na média, muito próximos em relação a valores e até a sabores. Serão versões simples, acessíveis, mas sem diferenciação.





Agora encaixe aí a fotografia e o que mais vemos em vários casos são fotógrafos(as) nessa faixa média como mencionada acima. Tem muita gente vendendo x-foto sem diferenciação.


E quando tem assinatura? Na lanchonete de rua mais simples os itens muitas vezes são os do supermercado... e quando se trata de uma hamburgueria famosa? A carne é preparada com receita, pão provavelmente é exclusivo, maionese caseira e por aí vai. Eu não sei você, mas aqui em São Paulo existem "burguerias" com um nível e assinatura em sabor e estilo. Até a experiência no ponto de venda é distinta. Tem gente que chama isso de "gourmet" e tirar sarro que por isso mesmo é que é mais caro. Ora, se você quer o x-salada simplão e barato você vai em qualquer lanchonete por aí.





Nesse ponto entra a parte da nuance. São questões de detalhes. Dos ingredientes selecionados, dos donos que colocaram um padrão. E pode ter